30/11/2009

Para os que viajam, as estrelas são guias…

Rafa em Sampa, não pensei duas vezes: Museu do Futebol e exposição O Pequeno Príncipe na Oca!

O primeiro, é um dos meus passeios preferidos em Sampa. Adoro a maneira como tudo foi pensado, a tecnologia tão integrada com a história, as partes emocionantes, as engraçadas. Adoro o grito da torcida embaixo das arquibancadas nas telas de malha tensionada. Adoro a história das copas contada por meio de fotos. Enfim, passeio que indico a todos! Ah, também é super fácil de chegar – fica no estádio Pacaembu – e barato (R$6,00 a inteira).

"É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas"

Já o passeio na Oca, localizada no Ibirapuera, serviu para despertar emoções, chorar um pouco, rir, curtir meu amigo que me faz sentir tanta saudade… O Pequeno Príncipe me fez ter boas recordações. E a exposição é tão linda, tão delicada, que serve para pessoas de todas as idades. Destaque para o último andar da exposição e o planeta de espuma, que é um excelente convite para deitar e contemplar o universo. A exposição é um pouco mais cara que o Museu do Futebol (R$18,00), mas vale muitoooo a pena! Ah, e quando voltávamos, lembrei que meu livro tinha vindo na mudança! O jeito foi reler todos os melhores trechos com o Rafa pedindo: “Mais, mais!”

 

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” – Antoine de Saint-Exupery

25/10/2009

A bolsa da Helena

São Paulo me deixou um pouco mais solidária. Vejo uma cidade tão grande como essa, com tanta gente vivendo em ruas, usando drogas, roubando, que minha primeira reação sempre é ajudar.
Primeiro foi a história da CIGS (a Deni deu o relato. Leia aqui). Depois, a bolsa de Helena. A Deni também relatou a história. Mas para resumir, achei uma bolsa largada na Vila Madalena e eu e a Deni iniciamos uma saga para devolvê-la a dona. E conseguimos!
Na semana passada Helena veio buscar a bolsa com todos os documentos, cartões e coisas pessoais aqui em casa. Só levaram dinheiro e celular mesmo. Fiquei muito emocionada pela felicidade dela.
E ontem, quem nos surpreendeu foi a Helena. Estou saindo do meu prédio e me entregaram um pacote! Pensei “engano, no mínimo”. Mas não era. Helena fez um cartão lindo para mim e para a Deni com duas caixas de chocolate! O pequeno mimo foi para agradecer a nossa persistência em encontrá-la.
Como não poderia ser diferente, me emocionei muito. Além de fazer o bem, recebi uma carga de energias positivas imensa da Helena. E isso acaba se tornando um estímulo para que ações como essa se tornem cada vez mais frequentes.

23/10/2009

Até onde os olhos alcançam

De um lado, de dia, o horizonte de prédios. Do outro, a noite, uma explosão de cores. São essas as imagens que vejo diariamente da minha casa.

Sò tem prédio!

Sò tem prédio!

Quando acordo, corro para a cozinha para ver como está o dia. A imagem é assustadora e linda. São tantos prédios que chega a cansar. Nem sei quantas vezes me debruço na janela e fico espiando o movimento, as pessoas passando e os outros prédios em volta. Sem contar o pôr-do-sol que é lindo (mas ainda sinto saudade do fim de tarde em Santo Antônio de Lisboa).

Olha o arco-íris!

Olha o arco-íris!

Já, a noite, deitada na cama, a antena do G1 ilumina o meu quarto. Se tornou minha hora preferida. Sento no balcão perto da janela e fico só observando a mudança de cores de cada parte da antena. E fica tudo tão escuro em volta perto do colorido. A antena já virou cartão postal da Paulista. E ainda por cima, fica bem na frente da minha janela!

22/10/2009

A vida em São Paulo

Eu prometi não abandonar. E promessa é dívida.

Depois do findi de Floripa, tive duas semanas agitadíssimas. Novos projetos, aprendendo muito sobre o mundo digital/virtual/online. Acho engraçado que eu nunca tinha parado para pensar: como se coloca um site no ar? São tantas pessoas envolvidas, se busca tanta qualidade em todos os processos e são tantas etapas… eu estou amando! E, o mais importante, estou muito feliz com a minha escolha.

Nunca fui tanto em shoppings num findi!

Nunca fui tanto em shoppings num findi!

Nessas duas semanas recebi as minhas primeiras visitas. Tomei aquele primeiro porre necessário. E comi mais sushi (hihihihi).

O Déko veio me dar um cheiro, a Clau passou um fim de semana inteiro comigo e a !nuova fez um churrascão – com direito a 80 litros de chopp (o que não foi o suficiente).

Adivinha onde a gente tá? Liberdade!

Adivinha onde a gente tá? Liberdade!

A vida já criou uma rotina com o novo apê (mudei para a Santos e eu amooo a vista!!!) que estou cuirtindo muito. A única coisa que ainda dói é a saudade. Sinto falta da Carola, dos meus pais, das poucas vezes que passava um dia inteiro com a Bia. Das gatas me pedindo comida às 6h da manhã (e mordiam o meu pé!). Dos almoços em família. E claro, das amigas e amigos que sempre estavam ao meu lado, me fazendo rir, me colocando no colo… Mas saudade é algo que se administra. Aprendi isso na marra!

80 litros não mataram a sede!

80 litros não mataram a sede!

Aqui também tenho minha família. E uma família que eu amo! Pessoas que sempre estão me dando aquele up quando eu penso em deixar a peteca cair. São as pessoas que me fazem ver diariamente como é bacana tudo isso que estou vivendo.

11/10/2009

A boa filha a casa torna

Lá estava eu abandonando o barco de novo. Veio o Rafa e me deu um puxão de orelha na hora. E tanta coisa aconteceu desde o último post. Sinto que estou feliz em Sampa e cada vez mais convencida que tudo acontece no momento certo. Tenho aprendido tanto, vivenciado coisas novas, um novo olhar sobre minha profissão. Tudo está se encaixando.

Vivenciar uma outra forma de gestão está sendo essencial para a minha evolução profissional. Ainda tenho na cabeça um modelo que trabalhei intensamente por 4 longos e maravilhosos anos, mas estou dando abertura para novas possibilidades.

Em “casa”

Os noivos e as madrinhas!

Os noivos e as madrinhas!

No fim de semana passado, fui pela primeira vez para casa – onde não tenho mais casa. Dividi o tempo entre irmã (e minha filhotas lindas), pai e mãe. Queria poder duplicar o pouco tempo que passei com cada um deles. E no meio de tudo isso, a emoção de ver a Quel casar. Anos de amizade passaram em frente aos meus olhos enquanto ela entrava na igreja, linda, perfeita.

A festa foi ótima, regada a muita alegria e, mais uma vez, o buquê parou na minha mão nesse ano. A Syl e a Quel que me achem o marido agora!

A gente se adora a 16 anos!

A gente se adora a 16 anos!

Também consegui ver um pouco minhas amigas do coração, que nunca me abandonam e fazem com que eu sinta que Floripa é aqui no meu coração. Uma tarde fria, típica do inverno da Ilha, mas em plena primavera, bolo ruim e fofocas boas: é o que me basta para ficar feliz ao lado das amigas que eu amo.

Entrar no avião, com as lágrimas insistindo em cair, e vendo Floripa ficar pequenininha, é algo que só o tempo vai dizer se vou me acostumar. Quando me esforço muito, consigo sentir o vento sul batendo nos cabelos. E como boa neta de pescador (que nunca conheci), sei que o vento sul sempre traz algo especial com ele.

23/09/2009

Devagar e quase, quase parando

Tava foda, mano!

Tava foda, mano!

Mais um dia de caos em Sampa. Não foi nem o primeiro, nem será o último, eu sei, mas hoje deu um semi-medinho.

Tudo começou onde sempre é o problema: estação da Sé. Ao descer do metrô, vindo de Santa Cecília, linha vermelha, não tinha como descer para a plataforma de Jabaquara. Na hora, a rádio-peão avisava: um vagão tinha pego fogo de manhã cedo e tava tu-do parado. A rádio- peão funciona, mas sempre exagera. O que rolou foi um princípio de incêndio (leia aqui). Mas vamos deixar assim, que dá mais emoção.

Resolvi esperar perto da escada, para ir vendo se o movimento aumentava ou diminuia na plataforma do metrô para o trabalho. Eis que surge a voz no alto falante, explicando o motivo e avisando que os trens estavam lentos. Pra quê? Não deu um minuto o povo berrou e a confusão se armou.

Começou a correria, o povo tentando se afastar e um menino foi imobilizado. Acho que tinha protestado demais. Mas quando olho, só os mais precavidos se afastaram. O resto? Celular em punho fotografando e filmando tudo. O que fiz? Tirei foto do rolo também (queria registrar para o blog!).

Lembrei da palestra do Marcelo Tas, na Alesc, quando garantiu que todo cidadão com um celular com câmera é um repórter. Nada passa em branco.

Voltando ao metrô, logo ouvi manifestações de tudo que é tipo. Uma senhora, logo vociferou: “Isso mesmo, votem no Kassab e no Serra! demitiram todos os engenheiros ingleses que projetaram o metrô e agora dá nisso! Votem nele!”. É óbvio que ela estava vestida de vermelho da cabeça aos pés (e eu simpatizei com isso, companheiros!).

Com o movimento quase voltando ao normal, só se ouvia nos alto- falantes recados de pessoas perdidas e desencontros. Eu, esperei mais 40 minutos, calma, na fila, pelo metrô.

O resultado: a casca endurece cada dia mais. O medo fica menor. E a paciência também.

Quer conferir como foi esse dia? Clica aqui.

19/09/2009

Todos os tipos

Que São Paulo abriga pessoas de todos os Estados, que é uma grande mistura, eu e todo mundo já sabe. Mas viver isso no dia a dia é diferente.

Jovens de todas as tribos, cores e gostos. No metrô da Liberdade, aqueles que curtem cabelos coloridos e anime, parecem ter saído das páginas de um gibi japonês. Nos metrôs da República e Sé, já notei que o povo que curte hip hop dá a letra, com as calças largas e cuecas aparecendo. Em Higienópolis, as marcas dominam. E assim a cidade vai formando seu mosaico de modelos.

15/09/2009

Santa Cecília

Tô aqui ó!

Tô aqui ó!

Nesse período de transição de chegada em Sampa e mudança para o apê que eu vou morar na Alameda Santos, tô num apê que a minha tia tem em Santa Cecília. Quando fui buscar as chaves, ela disparou: “Tu vai adorar. Lá, tem todo tipo de gente.” E acertou.

Hoje, já penso como vai ser daqui a 15 dias quando eu deixar de comer na Esfiha Chiq, assistir as pessoas dançando no metrô, ver a movimentação de alunos do Mackenzie para cima e para baixo. De andar na Angélica e ver de mendigos a peruas da high society de SP. De passar pelos butequeiros que vejo todos os dias a partir das 8h da manhã, quando estão tomando café, e às 20h, quando estão tomando a cerveja.

Da rotina de colocar o fone no ouvido, andar até o metrô, mandar os estressadinho tomarem no cu naquele lugar. De voltar do trabalho e conferir que os jogadores de dominó não saem das mesinhas em frente a igreja nem com chuva.

Santa Cecília, a padroeira dos músicos

Santa Cecília, a padroeira dos músicos

Santa Cecília definitivamente me fez sentir que estou encontrando um novo lar.

“…Gloriosa Padroeira nossa,
que os vossos exemplos de fé e de virtude
sejam para todos nós um brado de alerta,
para que estejamos sempre atentos à vontade de Deus,
na prosperidade como nas provações,
no caminho do céu e da salvação eterna.
Assim seja.”

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Em tempo: tô adorando Viver a Vida. Só acho que Zé Mayer fazendo papel de pegador de novo não dá mais. Ainda mais fazendo par com a Taíz Araújo. Não colou.

13/09/2009

A loucura do Zé

Eu já tinha ouvido falar (e muito!) da Rua José Paulino, a Zépa. Ontem, fui enfrentar ela com a minha fiel guia, a Syl. Objetivo: comprar o vestido para o casamento da Quel, no dia 3 de outubro.

Logo na saída da estação da Luz, vi que o movimento era grande. Ao chegar na rua, senti o perigo: as lojas com aqueles preços que acabam com qualquer Becky Bloom como eu. Cheio de adesivos matadores: liquidação. A tentação foi grande, mas fomos meninas bem comportadas e seguimos com foco para nosso destino, a loja Feira do Vestido de Festa (www.feiradovestidodefesta.com.br).

Quando a Syl me falou que tinha uma loja que era uma loucura, não esperava um galpão com filas quilométricas de araras e vestidos para todos os gostos. Com filas que costumam levar até 50 minutos, você tem o atendimento exclusivo de uma vendedora que veste você, desveste, veste e desveste. Sai de lá feliz com o preço que paguei (pequenininho!) e com um vestido vermelho lindo para brilhar como madrinha. A Syl, não se aguentou e comprou uma pecinha básica também.

No final, consegui ir à Zépa e não sucumbir a loucura.

Serviço:
Feira do Vestido de Noiva
R. Júlio Conceição, 98 – Bom Retiro
(11) 3222-9393

13/09/2009

Os bares nossos de cada dia

Parabéns prá você

Na terça-feira a chuva caiu pesada em São Paulo. Para dar um tempo e comemorar o niver da Deni, fomos no Paróquia, um bar com petisquinhos bem gostosos e chopp geladinho. O bar fica na Vila Mariana, pertinho da !nuova.

O único problema é que você precisa deixar mui-to claro para os garçons que o chopp não é apenas colarinho.

Serviço:

Paróquia R. Joaquim Távora, 1139 – Vila Mariana – (11) 5572-7071

O passar dos anos

Um brinde aos anos de amizade!

Um brinde aos anos de amizade!

Há amizades que superam os anos e a distância. Quinta-feira, me reuni com os meus amigos que superaram isso e muito mais. O Jonas me acusa de que nunca fui a Brasília em 16 anos. A Syl deu um empurrão para eu parar aqui em São Paulo. E os dois me amam e isso é uma das certezas que tenho na vida. E eu também amo muito os dois.

E, para dar mais uma celebrada nesse anos de amizade, nos reunimos em um bar muito legal, que fica na Vila Mariana, o Veloso. Não é o Caetano não, como eu insisti com a Syl.

O ponto forte é a coxinha (a melhor que comi na minha vida: massa maravilhosa e crocante e recheio fan-tás-ti-co!) e as caipirinhas feitas pelo Souza. Como eu não sou amiga dos destilados, a Syl e o Jô experimentaram as caipirinhas de frutas vermelhas, jaboticaba e (pasmem!) tangerina com pimenta. Pela carinha alegre deles, estava tu-do! Eu fiquei no chopp e posso garantir: geladoooo!

Serviço:

Veloso R. Conceição Veloso, 56 – Vila Mariana (11) 5572-0254